quinta-feira, 7 de abril de 2022

O que diz o Novo Testamento sobre a Santíssima Trindade?

 




A Igreja Primitiva alicerçou-se sobre as seguintes verdades sobre Deus:

a)      O Pai é Deus.

b)     O Filho é Deus.

c)      O Espírito Santo é Deus.

Deus, o Pai era para eles uma realidade, Jesus era uma realidade e o Espírito Santo era uma realidade. A conclusão a que se chegou aos poucos, era que havia na Divindade uma verdadeira, porém , misteriosa distinção de personalidade, distinção esta que se tornou manifesta na obra divina da redenção.

As seguintes passagens do Novo Testamento mencionam as três pessoas. Mencionam a realidade do Pai como Deus, do Filho como Deus e do Espírito Santo como Deus. Sem contudo, afirmar uma só pessoa, nem que havia três deuses, mas que há um Deus, uma divindade que subsiste em três pessoas distintas, mas em unidade perfeita e absoluta.

 1 - Textos que mencionam distintamente as três pessoas.

Mt 3.16,7 – “...Jesus saiu da água...o Espírito Santo descendo...o Pai falou este é meu filho amado”

Mt 28.19 – “..batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.”

João 14.16,7 – “eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro consolador..o Espírito da verdade que o mundo não pode receber...”

João 14.26 – “...mas o consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome”

2 Cor 13.13(14) – “A graça do Senhor Jesus Cristo e o amor de Deus e a comunhão do Espírito.”

Gl 4.6 – “Enviou Deus ao nosso coração, o Espírito de seu Filho...”

2TS 3.5 – “O Senhor conduza o vosso coração ao amor de Deus e à constância de Cristo.”

Ef 1.3 – “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.”

Hb 9.14 – “...O sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus.”

 2 – Textos que mencionam que Jesus Cristo é Deus.

a)      Jesus, o verbo, estava com Deus e era Deus .

 João 1.1 – “No princípio era o verbo e o verbo estava com Deus e o verbo era Deus.”

b)      Jesus compartilhou da glória de Deus por toda a eternidade.

 João 17.5 – “glorifica-me ó Pai...com a glória que tive junto de ti antes que houvesse mundo.”

c)      A adoração que glorifica a Deus é declarar que Jesus Cristo é Senhor.

Fp 2.10-11 – “...ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor para glória de Deus Pai.”

d)      Foi por intermédio de Jesus que todas as coisas foram criadas e ele sustenta todas as coisas. E Jesus deve ser adorado como Deus, porque ele é Deus, mas é distinto de Deus Pai.

João 1.3 – “todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele, nada do que foi feito se fez.”

 Col 1.15-17 – “O qual é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação. Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, dominações, principados e potestades, tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele.

Hb 1.2,3 – A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo, o qual é o resplendor da sua glória e a expressa imagem (imagem exata) da sua pessoa e sustentando toas as coisas, pela palavra do seu poder...”

Hb 1.8-12 – Mas, do Filho diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos...Tu Senhor, no princípio fundaste a terra, e os céus são obra de tuas mãos;”

Jesus também é chamado de Deus em Tt 2.10-13.

Claramente aqui o Filho é exaltado como criador, sustentador e Deus do universo, mas é distinto de Deus Pai, como prova os versos anteriores:

Hb 1.1 – “Havendo Deus antigamente falado ...nestes últimos dias falou pelo Filho.”

Hb 1.32 – “A quem constituiu herdeiro...”

Hb 1.3 – O qual é o resplendor da sua glória..a imagem exata da sua pessoa.”

Hb 1.6 – “todos os anjos de Deus o adorem.”

Hb 1.8 – “Mas do filho diz: Ó Deus....”

e)      O Senhor Jesus é “Um” (no grego, um só – chave linguística do NT, Fritz Rienecker e Cleon Rogers) com o Pai.

João 10.30 – “eu e o Pai somos um.”

f)       O único que conhece (epignoskeo – conhecimento como se conhece a si mesmo, conhecimento ontológico, conhecimento do ser, além do mero saber, “epi” além” gnoskos” saber, conhecer -  chave linguística do NT).

g)      Mt 11.27 – “Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai senão o filho.

( veja que o mesmo conceito e verdade é dito do Espírito Santo em 1Cor 2.10-13 e em Rm 8.27, nos é dito que Deus conhece a mente do Espírito).

h)      Cristo é Deus Bendito e não ‘um’ deus como afirma, por exemplo as Testemunhas de Jeová e outras seitas.

Rom 9.5 – “deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre.”

    3 – Textos que afirmam a divindade do Espírito santo.

1 – Pelo Espírito são criadas todas as coisas.

Sl 104.30 – “envias o teu Espírito, eles, são criados e assim, renovas a face da terra.”

2 – O apóstolo Pedro, diz que Ananias e Safira mentiram ao Espírito Santo, e assim, mentiram a Deus (At 5.3-5).

3 – O autor aos Hebreus chama o Espírito de Eterno.

Hb 9.14 – “o sangue de Cristo que pelo Espírito Eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus.”

4 – O apostolo Paulo diz que o Espírito conhece as profundezas de Deus (a exemplo de Jesus, como mencionado antes).

                                   ( ver 1Cor 2.10-13)

5 – A Bíblia diz que o Espírito é onipresente.

Sl 139.7-8 – “Para onde me ausentarei do teu Espírito (...)?”

6 – Pode-se pecar contra o Pai, contra o Filho e contra o Espírito Santo.

Mateus 12.31-32 – “Por esse motivo eu lhes digo: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. Todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem será perdoado, mas quem falar contra o Espírito Santo não será perdoado, nem nesta era nem na era que há de vir.”

 


quarta-feira, 6 de abril de 2022

O que diz o Credo de Atanásio sobre a Santíssima Trindade?

 


O Credo de Atanásio diz: 

“adoramos um Deus em Trindade e Trindade na unidade. Sem confundir as pessoas, sem dividir a substância. Não confundimos as pessoas, nem separamos a substância. Pois, a pessoa do Pai é uma, a do Filho outra, e a do Espírito Santo outra. Mas no Pai, no Filho e no Espírito Santo, há uma divindade, glória igual e majestade coeterna.Tal qual é o Pai, o mesmo são o Filho e o Espírito Santo. 

O Pai é incriado, o Filho é incriado, o Espírito Santo é incriado.O Pai é imensurável, o Filho é imensurável, o Espírito é imensurável.O Pai é eterno, o Filho é eterno, o Espírito Santo é eterno.Da mesma maneira o Pai é Onipotente, o Filho é Onipotente, o Espírito Santo é Onipotente. 

No entanto, não há três seres Onipotentes, mas sim um Onipotente.Assim, o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus. No entanto,, não há três deuses, mas um Deus.Assim, o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, e o Espírito Santo é Senhor. Todavia, não há três senhores, mas um Senhor.Assim como a veracidade cristã nos obriga a confessar cada pessoa individualmente como sendo Deus e Senhor, assim ficamos privados de dizer que haja três deuses ou senhores.

O Pai não foi feito de coisa alguma, nem criado, nem gerado. O Filho procede do Pai somente, não feito, nem criado, mas gerado.O Espírito Santo é do Pai e do Filho; não foi feito, nem criado, nem gerado, mas deles procede.

Há portanto, um Pai e não três Pais; Um Filho, não três Filhos; Um Espírito Santo, não três Espíritos Santos.

E nesta Trindade, não existe primeiro nem último; maior ou menor. Mas as três pessoas coeternas são iguais em si mesmas, mas de sorte que por maior de todas, como acima foi dito, tanto a unidade na Trindade na unidade devem ser adoradas. Aquele, portanto, que for salvo, deve assim pensar sobre a Trindade.”

A fé cristã, portanto, é trinitária em toda sua extensão histórica. Todas as expressões históricas da fé, todas as formulações teológicas cristãs afirmaram esta doutrina.

O que é a Santíssima Trindade?

 



Em sua essência, Deus é a Trindade Santa, isto é, são três pessoas numa mesma substância, coexistindo em perfeita unidade. As três pessoas são o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

A formulação histórica da Trindade é que Deus é um em essência e três em pessoas. A unidade da Deidade é afirmada em termos de essência ou ser, enquanto que sua diversidade é expressa em termo de pessoas.

Há um só Deus verdadeiro, um em essência, trino em pessoa: Pai, filho e Espírito Santo.

Para afirmação e compreensão da fé histórica na Trindade,  precisamos ver as formulações históricas desta doutrina tão importante para a fé cristã.

CONFISSÃO DE WESTMINSTER – “Na unidade da divindade há três pessoas da mesma substância, poder e autoridade: Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo. O Pai não é de ninguém: não é gerado, nem procedente; o filho é eternamente gerado do Pai; o Espírito Santo é eternamente procedente do Pai e do Filho.”

A unidade divina é uma unidade composta e nesta unidade há três pessoas distintas, cada uma das quais é a Divindade. É uma comunhão eterna e perfeita. Não há três deuses, independentes de existência e de existência própria.

O que é a Soberania de Deus?

 



O poder soberano de Deus é declarado em toda a Bíblia. Ele tem poder para executar a sua vontade.
O que a Bíblia tem a dizer sobre a soberania de Deus:
a)      Deus é soberano sobre a criação e tudo veio a existir por sua vontade livre.
Sl 135.6 – “ Tudo quanto aprouve ao Senhor, Ele o fez.”
Jr 18.6 – “...não poderei fazer de vós como fez este oleiro?”
Ap 4.11 – “...todas as coisas criaste..por tua vontade vieram a existir.”
b)     Deus é soberano sobre a vida e o destino do ser humano.
Isto é ilustrado de forma maravilhosa na experiência de Nabucodonosor (Dn 4).
Na experiência de conversão de Paulo (At 9).
No caso de Faraó (Ex 4.11).
Todas as ações humanas, presentes ou futuras, dependem da vontade e do poder de Deus. Estas coisas estão nas mãos de Deus; não dependem  do ser humano (Lc 12.16-21).
At 18.21 – “..Se Deus quiser eu voltarei...”
Rom 15.32 – “...ao visitar-vos pela vontade de Deus...”
Tg 4.15 - Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.
Pv 16.19 – “O coração do homem traça o se caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos.”
Pv 16.33 – “ A sorte se lança no regaço, mas do Senhor procede toda decisão.”
c)      Deus é soberano, porque Deus só pode ser soberano.
Dn 4.35 – “ segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão e lhe diga: Que fazes?”
Mt 20.15 – “Não me é licito fazer o que quiser do que é meu?”
Rm 9.21 – “não tem o oleiro poder sobre o barro?”
d)     Deus é soberano, por isso pode responder às orações.
Todo aquele que ora a Deus, pedindo que ele cure um enfermo, converta um pecador, guarde no caminho, está reconhecendo a soberania de Deus.
Sl 4.3 – “Saibam que o Senhor escolheu o piedoso; o Senhor ouvirá quando eu o invocar.”
Sl 65.2 - Ó tu que ouves a oração, a ti virão todos os homens. “
Is 65.24 – “ Antes de clamarem, eu responderei; ainda não estarão falando, e eu os ouvirei. “
 Mt 6.7-8 – “E, quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não sejam iguais a eles, porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem. “
Is 38.5 – “Vá dizer a Ezequias: Assim diz o Senhor, o Deus de seu antepassado Davi: Ouvi sua oração e vi suas lágrimas; acrescentarei quinze anos à sua vida. “
e)      O poder de Deus estende-se além daquilo que é realizado de fato. Além daquilo que conhecemos ou percebemos.
Se Deus não tivesse poder para fazer tudo o que pudesse desejar, não teria poder para fazer tudo o que ele deseja.
Gn 18.14 – “...acaso para Deus há coisa demasiadamente difícil?”
Jr 32.27 – “..acaso haveria cousa demasiadamente maravilhosa para mim?”
ZC 8.6 – “..se for maravilhoso para o povo..seria também para mim?”
(ver 1Sm 2.6-8; 1Crônicas 29.11,12;  Mt 19.26; Mc 9.23; Jó 42.2)

Como definir a longanimidade de Deus?

 



A longanimidade de Deus é uma consequência do uso da misericórdia ou a longanimidade leva Deus a usar da misericórdia, ou seja são perfeições divinas conjuntas. Ele é demorado, "tardio" para irar-se.

É o aspecto das afeições divinas pelo qual Ele tolera os rebeldes e maus, e dá oportunidades e motivos para que se arrependam. 

É a paciência de Deus que age em favor dos pecadores. A longanimidade de Deus é o que faz adiar o Juízo ou não executar o juízo de forma imediata. 

Ex 34.6 – “Senhor, Senhor Deus, compassivo, clemente e longânimo.”

Sl 86.15 – “...tu Senhor, és Deus...paciente.”

Rom 2.4 – “...a riqueza da sua bondade, tolerância e longanimidade.”

Rom 9.22 – “Deus suportou com longanimidade os vasos de ira.”

(ver também  1Pe 3.20; 2 Pe 3.15).

 

terça-feira, 5 de abril de 2022

Como se manifesta a misericórdia de Deus?

 


A misericórdia é a forma como Deus olha para o necessitado.

Este atributo é aquele em que se manifesta a essência de sua bondade, que o leva a agir com bondade. A misericórdia é a bondade divina em ação, agindo nas misérias de suas criaturas. É por sua misericórdia que ele se comove e se move em favor daqueles que estão atormentados, seja física ou exsitencial. Ela é a afeição gloriosa e santa de Deus para tratar o que se acham em angústia e miséria. Seja esta angústia e miséria causadas pelos pecado ou pelo sofrimento da vida.

 É por sua misericórdia que ele provê alívio aos que necessitam, e, por por misericórdia, exercita sua paciência e longanimidade para com os pecadores. Esta misericórdia, que reverte a desgraça dos necessitados, é demonstrada independentemente de seus méritos. Provavelmente, esta seja a afeição divina, que mais é exercitada em nós.”

Tt 3.5 – “...mediante a sua misericórdia, Ele nos salvou...”

Lm 3.22 – “...as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos.”

Sl 103.8 – “O Senhor é misericordioso e compassivo; longanimo e assaz benigno.” (ver também Sl 145.8; 86.15; 62.12; Dt 4.31).

Como definir o amor de Deus?




O amor é a excelência relacional de Deus. O amor é a atributo em si. É o atributo ou perfeição por excelência, é a estrutura do ser de Deus. 

O amor de Deus é seu ser total em ação. É sua perfeição em ação. 

Esta é a perfeição de Deus pela qual Ele é constituído, confundindo-se com sua natureza, numa fusão de excelência com tudo o que Deus é e faz. Com seu amor é que ele revela que é um ser relacional no sentido mais rico e mais completo e desta forma manifesta toda a plenitude da graça e da misericórdia.

Dt 7.8 – Porque o Senhor amou vocês... tirou vocês com mão poderosa da opressão.”

Sof. 3.17 – “O Senhor teu Deus...te renovará no seu amor.”

Ef 2.4 – “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou..”

  

O que diz o Novo Testamento sobre a Santíssima Trindade?

  A Igreja Primitiva alicerçou-se sobre as seguintes verdades sobre Deus: a)      O Pai é Deus. b)     O Filho é Deus. c)      O Espírito Sa...