quinta-feira, 7 de abril de 2022

O que diz o Novo Testamento sobre a Santíssima Trindade?

 




A Igreja Primitiva alicerçou-se sobre as seguintes verdades sobre Deus:

a)      O Pai é Deus.

b)     O Filho é Deus.

c)      O Espírito Santo é Deus.

Deus, o Pai era para eles uma realidade, Jesus era uma realidade e o Espírito Santo era uma realidade. A conclusão a que se chegou aos poucos, era que havia na Divindade uma verdadeira, porém , misteriosa distinção de personalidade, distinção esta que se tornou manifesta na obra divina da redenção.

As seguintes passagens do Novo Testamento mencionam as três pessoas. Mencionam a realidade do Pai como Deus, do Filho como Deus e do Espírito Santo como Deus. Sem contudo, afirmar uma só pessoa, nem que havia três deuses, mas que há um Deus, uma divindade que subsiste em três pessoas distintas, mas em unidade perfeita e absoluta.

 1 - Textos que mencionam distintamente as três pessoas.

Mt 3.16,7 – “...Jesus saiu da água...o Espírito Santo descendo...o Pai falou este é meu filho amado”

Mt 28.19 – “..batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.”

João 14.16,7 – “eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro consolador..o Espírito da verdade que o mundo não pode receber...”

João 14.26 – “...mas o consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome”

2 Cor 13.13(14) – “A graça do Senhor Jesus Cristo e o amor de Deus e a comunhão do Espírito.”

Gl 4.6 – “Enviou Deus ao nosso coração, o Espírito de seu Filho...”

2TS 3.5 – “O Senhor conduza o vosso coração ao amor de Deus e à constância de Cristo.”

Ef 1.3 – “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.”

Hb 9.14 – “...O sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus.”

 2 – Textos que mencionam que Jesus Cristo é Deus.

a)      Jesus, o verbo, estava com Deus e era Deus .

 João 1.1 – “No princípio era o verbo e o verbo estava com Deus e o verbo era Deus.”

b)      Jesus compartilhou da glória de Deus por toda a eternidade.

 João 17.5 – “glorifica-me ó Pai...com a glória que tive junto de ti antes que houvesse mundo.”

c)      A adoração que glorifica a Deus é declarar que Jesus Cristo é Senhor.

Fp 2.10-11 – “...ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor para glória de Deus Pai.”

d)      Foi por intermédio de Jesus que todas as coisas foram criadas e ele sustenta todas as coisas. E Jesus deve ser adorado como Deus, porque ele é Deus, mas é distinto de Deus Pai.

João 1.3 – “todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele, nada do que foi feito se fez.”

 Col 1.15-17 – “O qual é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação. Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, dominações, principados e potestades, tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele.

Hb 1.2,3 – A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo, o qual é o resplendor da sua glória e a expressa imagem (imagem exata) da sua pessoa e sustentando toas as coisas, pela palavra do seu poder...”

Hb 1.8-12 – Mas, do Filho diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos...Tu Senhor, no princípio fundaste a terra, e os céus são obra de tuas mãos;”

Jesus também é chamado de Deus em Tt 2.10-13.

Claramente aqui o Filho é exaltado como criador, sustentador e Deus do universo, mas é distinto de Deus Pai, como prova os versos anteriores:

Hb 1.1 – “Havendo Deus antigamente falado ...nestes últimos dias falou pelo Filho.”

Hb 1.32 – “A quem constituiu herdeiro...”

Hb 1.3 – O qual é o resplendor da sua glória..a imagem exata da sua pessoa.”

Hb 1.6 – “todos os anjos de Deus o adorem.”

Hb 1.8 – “Mas do filho diz: Ó Deus....”

e)      O Senhor Jesus é “Um” (no grego, um só – chave linguística do NT, Fritz Rienecker e Cleon Rogers) com o Pai.

João 10.30 – “eu e o Pai somos um.”

f)       O único que conhece (epignoskeo – conhecimento como se conhece a si mesmo, conhecimento ontológico, conhecimento do ser, além do mero saber, “epi” além” gnoskos” saber, conhecer -  chave linguística do NT).

g)      Mt 11.27 – “Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai senão o filho.

( veja que o mesmo conceito e verdade é dito do Espírito Santo em 1Cor 2.10-13 e em Rm 8.27, nos é dito que Deus conhece a mente do Espírito).

h)      Cristo é Deus Bendito e não ‘um’ deus como afirma, por exemplo as Testemunhas de Jeová e outras seitas.

Rom 9.5 – “deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre.”

    3 – Textos que afirmam a divindade do Espírito santo.

1 – Pelo Espírito são criadas todas as coisas.

Sl 104.30 – “envias o teu Espírito, eles, são criados e assim, renovas a face da terra.”

2 – O apóstolo Pedro, diz que Ananias e Safira mentiram ao Espírito Santo, e assim, mentiram a Deus (At 5.3-5).

3 – O autor aos Hebreus chama o Espírito de Eterno.

Hb 9.14 – “o sangue de Cristo que pelo Espírito Eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus.”

4 – O apostolo Paulo diz que o Espírito conhece as profundezas de Deus (a exemplo de Jesus, como mencionado antes).

                                   ( ver 1Cor 2.10-13)

5 – A Bíblia diz que o Espírito é onipresente.

Sl 139.7-8 – “Para onde me ausentarei do teu Espírito (...)?”

6 – Pode-se pecar contra o Pai, contra o Filho e contra o Espírito Santo.

Mateus 12.31-32 – “Por esse motivo eu lhes digo: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. Todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem será perdoado, mas quem falar contra o Espírito Santo não será perdoado, nem nesta era nem na era que há de vir.”

 


quarta-feira, 6 de abril de 2022

O que diz o Credo de Atanásio sobre a Santíssima Trindade?

 


O Credo de Atanásio diz: 

“adoramos um Deus em Trindade e Trindade na unidade. Sem confundir as pessoas, sem dividir a substância. Não confundimos as pessoas, nem separamos a substância. Pois, a pessoa do Pai é uma, a do Filho outra, e a do Espírito Santo outra. Mas no Pai, no Filho e no Espírito Santo, há uma divindade, glória igual e majestade coeterna.Tal qual é o Pai, o mesmo são o Filho e o Espírito Santo. 

O Pai é incriado, o Filho é incriado, o Espírito Santo é incriado.O Pai é imensurável, o Filho é imensurável, o Espírito é imensurável.O Pai é eterno, o Filho é eterno, o Espírito Santo é eterno.Da mesma maneira o Pai é Onipotente, o Filho é Onipotente, o Espírito Santo é Onipotente. 

No entanto, não há três seres Onipotentes, mas sim um Onipotente.Assim, o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus. No entanto,, não há três deuses, mas um Deus.Assim, o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, e o Espírito Santo é Senhor. Todavia, não há três senhores, mas um Senhor.Assim como a veracidade cristã nos obriga a confessar cada pessoa individualmente como sendo Deus e Senhor, assim ficamos privados de dizer que haja três deuses ou senhores.

O Pai não foi feito de coisa alguma, nem criado, nem gerado. O Filho procede do Pai somente, não feito, nem criado, mas gerado.O Espírito Santo é do Pai e do Filho; não foi feito, nem criado, nem gerado, mas deles procede.

Há portanto, um Pai e não três Pais; Um Filho, não três Filhos; Um Espírito Santo, não três Espíritos Santos.

E nesta Trindade, não existe primeiro nem último; maior ou menor. Mas as três pessoas coeternas são iguais em si mesmas, mas de sorte que por maior de todas, como acima foi dito, tanto a unidade na Trindade na unidade devem ser adoradas. Aquele, portanto, que for salvo, deve assim pensar sobre a Trindade.”

A fé cristã, portanto, é trinitária em toda sua extensão histórica. Todas as expressões históricas da fé, todas as formulações teológicas cristãs afirmaram esta doutrina.

O que é a Santíssima Trindade?

 



Em sua essência, Deus é a Trindade Santa, isto é, são três pessoas numa mesma substância, coexistindo em perfeita unidade. As três pessoas são o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

A formulação histórica da Trindade é que Deus é um em essência e três em pessoas. A unidade da Deidade é afirmada em termos de essência ou ser, enquanto que sua diversidade é expressa em termo de pessoas.

Há um só Deus verdadeiro, um em essência, trino em pessoa: Pai, filho e Espírito Santo.

Para afirmação e compreensão da fé histórica na Trindade,  precisamos ver as formulações históricas desta doutrina tão importante para a fé cristã.

CONFISSÃO DE WESTMINSTER – “Na unidade da divindade há três pessoas da mesma substância, poder e autoridade: Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo. O Pai não é de ninguém: não é gerado, nem procedente; o filho é eternamente gerado do Pai; o Espírito Santo é eternamente procedente do Pai e do Filho.”

A unidade divina é uma unidade composta e nesta unidade há três pessoas distintas, cada uma das quais é a Divindade. É uma comunhão eterna e perfeita. Não há três deuses, independentes de existência e de existência própria.

O que é a Soberania de Deus?

 



O poder soberano de Deus é declarado em toda a Bíblia. Ele tem poder para executar a sua vontade.
O que a Bíblia tem a dizer sobre a soberania de Deus:
a)      Deus é soberano sobre a criação e tudo veio a existir por sua vontade livre.
Sl 135.6 – “ Tudo quanto aprouve ao Senhor, Ele o fez.”
Jr 18.6 – “...não poderei fazer de vós como fez este oleiro?”
Ap 4.11 – “...todas as coisas criaste..por tua vontade vieram a existir.”
b)     Deus é soberano sobre a vida e o destino do ser humano.
Isto é ilustrado de forma maravilhosa na experiência de Nabucodonosor (Dn 4).
Na experiência de conversão de Paulo (At 9).
No caso de Faraó (Ex 4.11).
Todas as ações humanas, presentes ou futuras, dependem da vontade e do poder de Deus. Estas coisas estão nas mãos de Deus; não dependem  do ser humano (Lc 12.16-21).
At 18.21 – “..Se Deus quiser eu voltarei...”
Rom 15.32 – “...ao visitar-vos pela vontade de Deus...”
Tg 4.15 - Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.
Pv 16.19 – “O coração do homem traça o se caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos.”
Pv 16.33 – “ A sorte se lança no regaço, mas do Senhor procede toda decisão.”
c)      Deus é soberano, porque Deus só pode ser soberano.
Dn 4.35 – “ segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão e lhe diga: Que fazes?”
Mt 20.15 – “Não me é licito fazer o que quiser do que é meu?”
Rm 9.21 – “não tem o oleiro poder sobre o barro?”
d)     Deus é soberano, por isso pode responder às orações.
Todo aquele que ora a Deus, pedindo que ele cure um enfermo, converta um pecador, guarde no caminho, está reconhecendo a soberania de Deus.
Sl 4.3 – “Saibam que o Senhor escolheu o piedoso; o Senhor ouvirá quando eu o invocar.”
Sl 65.2 - Ó tu que ouves a oração, a ti virão todos os homens. “
Is 65.24 – “ Antes de clamarem, eu responderei; ainda não estarão falando, e eu os ouvirei. “
 Mt 6.7-8 – “E, quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não sejam iguais a eles, porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem. “
Is 38.5 – “Vá dizer a Ezequias: Assim diz o Senhor, o Deus de seu antepassado Davi: Ouvi sua oração e vi suas lágrimas; acrescentarei quinze anos à sua vida. “
e)      O poder de Deus estende-se além daquilo que é realizado de fato. Além daquilo que conhecemos ou percebemos.
Se Deus não tivesse poder para fazer tudo o que pudesse desejar, não teria poder para fazer tudo o que ele deseja.
Gn 18.14 – “...acaso para Deus há coisa demasiadamente difícil?”
Jr 32.27 – “..acaso haveria cousa demasiadamente maravilhosa para mim?”
ZC 8.6 – “..se for maravilhoso para o povo..seria também para mim?”
(ver 1Sm 2.6-8; 1Crônicas 29.11,12;  Mt 19.26; Mc 9.23; Jó 42.2)

Como definir a longanimidade de Deus?

 



A longanimidade de Deus é uma consequência do uso da misericórdia ou a longanimidade leva Deus a usar da misericórdia, ou seja são perfeições divinas conjuntas. Ele é demorado, "tardio" para irar-se.

É o aspecto das afeições divinas pelo qual Ele tolera os rebeldes e maus, e dá oportunidades e motivos para que se arrependam. 

É a paciência de Deus que age em favor dos pecadores. A longanimidade de Deus é o que faz adiar o Juízo ou não executar o juízo de forma imediata. 

Ex 34.6 – “Senhor, Senhor Deus, compassivo, clemente e longânimo.”

Sl 86.15 – “...tu Senhor, és Deus...paciente.”

Rom 2.4 – “...a riqueza da sua bondade, tolerância e longanimidade.”

Rom 9.22 – “Deus suportou com longanimidade os vasos de ira.”

(ver também  1Pe 3.20; 2 Pe 3.15).

 

terça-feira, 5 de abril de 2022

Como se manifesta a misericórdia de Deus?

 


A misericórdia é a forma como Deus olha para o necessitado.

Este atributo é aquele em que se manifesta a essência de sua bondade, que o leva a agir com bondade. A misericórdia é a bondade divina em ação, agindo nas misérias de suas criaturas. É por sua misericórdia que ele se comove e se move em favor daqueles que estão atormentados, seja física ou exsitencial. Ela é a afeição gloriosa e santa de Deus para tratar o que se acham em angústia e miséria. Seja esta angústia e miséria causadas pelos pecado ou pelo sofrimento da vida.

 É por sua misericórdia que ele provê alívio aos que necessitam, e, por por misericórdia, exercita sua paciência e longanimidade para com os pecadores. Esta misericórdia, que reverte a desgraça dos necessitados, é demonstrada independentemente de seus méritos. Provavelmente, esta seja a afeição divina, que mais é exercitada em nós.”

Tt 3.5 – “...mediante a sua misericórdia, Ele nos salvou...”

Lm 3.22 – “...as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos.”

Sl 103.8 – “O Senhor é misericordioso e compassivo; longanimo e assaz benigno.” (ver também Sl 145.8; 86.15; 62.12; Dt 4.31).

Como definir o amor de Deus?




O amor é a excelência relacional de Deus. O amor é a atributo em si. É o atributo ou perfeição por excelência, é a estrutura do ser de Deus. 

O amor de Deus é seu ser total em ação. É sua perfeição em ação. 

Esta é a perfeição de Deus pela qual Ele é constituído, confundindo-se com sua natureza, numa fusão de excelência com tudo o que Deus é e faz. Com seu amor é que ele revela que é um ser relacional no sentido mais rico e mais completo e desta forma manifesta toda a plenitude da graça e da misericórdia.

Dt 7.8 – Porque o Senhor amou vocês... tirou vocês com mão poderosa da opressão.”

Sof. 3.17 – “O Senhor teu Deus...te renovará no seu amor.”

Ef 2.4 – “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou..”

  

Como nossos pecados são perdoados?

 


O pecado é uma ofensa à santidade e justiça de Deus, e sempre precisa ser punido, mas Deus, por ser justo, não tendo o ser humano como justificar a si mesmo, merecendo a punição e a condenação eterna, providenciou uma maneira santa e justa de punir o pecado, mas perdoar o pecador. Através do sacrifício de Jesus, Deus pune o pecado, julga o pecador na pessoa de Jesus e assim, de forma justa, justifica o pecador o perdoando.
Assim, a justiça de Deus, naquele que está em Cristo, faz com que ele seja o justificador, e Ele justifica graciosamente. Assim, a justiça de Deus que pune o pecador que permanece na perdição, é a justiça que justifica aquele que está em Cristo.
Rm 4.5 – “ ...quem crê naquele que justifica o ímpio, sua fé lhe é imputada como justiça...”
At 13.39 - “Por meio dele, todo aquele que crê é justificado de todas as coisas das quais não podiam ser justificados pela Lei de Moisés.”
Rom 3.24-28 – “Sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus. Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça. Em sua tolerância, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; mas, no presente, demonstrou a sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus. Onde está, então, o motivo de vanglória? É excluído. Baseado em que princípio? No da obediência à Lei? Não, mas no princípio da fé. Pois sustentamos que o homem é justificado pela fé, independente da obediência à Lei.”
1Cor 6.11 – “ Assim foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus.
Gl 2.16 – “sabemos que ninguém é justificado pela prática da Lei, mas mediante a fé em Jesus Cristo. Assim, nós também cremos em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pela prática da Lei, porque pela prática da Lei ninguém será justificado.

O que é a santidade de Deus?

 


A santidade é a beleza da pureza moral de Deus.
A santidade divina é uma das mais gloriosas de suas perfeições.
A santidade de Deus, significa sua perfeição em pureza.
Ele não pode pecar, nem tolerar o pecado.
A santidade é própria natureza divina.
Deus é santo em si mesmo.
Ele é absolutamente distinto de todas as suas criaturas e é maior do que toda a sua criação.
Ele é exaltado acima de tudo o que criou em majestade e glórias infinitas.
A santidade é sua perfeição central, essencial e suprema.
Ele é tão puro e belo, que nada se iguala, se compara ou equivale a ele.
Nele não há trevas, mal nem maldade.
Ele possui em seu caráter tudo o que de mais belo pode existir.
Todas as afeições são expressas em santidade perfeita.
Seu amor é santo, sua justiça é santa.
Por causa disso, ele possui em si mesmo a graça e a misericórdia.
Sua separação de tudo o que é mau, imperfeito, corruptível e decadente;
é isto que representa sua santidade.

O que é a atributo da eternidade de Deus?


Esta é uma perfeição divina relacionada com a linha do tempo ou com a direção do tempo.
Ele é um ser eterno, autoexistente, sem começo ou fim.
Ele transcende, é maior em dimensão infinita a todas as cadeias de causas e efeitos.
Ele sendo o criador do tempo, é necessariamente maior do que tempo.
O tempo é a dimensão humana que conta a história humana, através de dias, meses e anos. Para Deus não há esta necessidade cronológica, por isso está além do tempo.
Sendo o Criador e o Senhor, ele age no tempo, e este é um fator de esperança e fé para aqueles que como eu e você enfretamos o tempo.

Jó 11.7,8 – “Por acaso alcançarás os caminhos de Deus ou chegarás à perfeição do Todo-Poderoso?”
Sl 90.1,2 – “Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus.”

Como entender a Onipotência divina?


A Onipotência de Deus é aquele atributo ou perfeição, por meio do qual ele pode realizar ou fazer acontecer tudo o quanto ele quer. O poder de Deus não conhece limites ou restrições.

A declaração de Deus quanto à sua intenção é a garantia de que aquilo que foi planejado há de se realizar.
Nm 23.19 – “Porventura diria ele, e não o faria?”
A Onipotência é a perfeição divina que opera através sua vontade soberana.
Ele pode todas as coisas de modo perfeito.
A criação de todas as coisas, a partir do nada através de sua vontade, executando-a com poder de criar e sustentar é a grande demonstração de seu poder.
Tanto a sua vontade como seu poder de executar sua vontade são perfeições divinas, por isso tudo o que ele decide fazer e faz, e o uso do seu poder são perfeições divinas, por isso suas decisões e execuções desta vontade são sempre santas, perfeitas e boas.
A maravilhosa contemplação de todas as obras de Deus, ao passarem elas perante Jó, produziu a seguinte confissão:
Jó 42.2 – “Tudo podes, e nenhum dos Teus Planos pode ser frustrados.” (ver também Gn 18.14).
Deus tem todo poder, isto significa domínio e soberania sobre todas as coisas.
Não quem resista ao seu poder e não há propósito que Ele não possa realizar. Quando alguma coisa deixa de ser possível por meios naturais, realiza-se por meios sobrenaturais.
O fim dos limites humanos, pode dar lugar à Onipotência divina.
Gn 18.14 – “Haveria coisa difícil ao Senhor?”.

Como podemos definir "Deus"?

 


Não há uma definição de Deus, nem uma fórmula que consiga explicá-lo, uma vez que toda definição é fruto de raciocínio e formulações da mente humana, Deus é o criador da mente e não cabe nela nem em suas formulações ou definições.
O que podemos fazer é pensar e falar de acordo com o que a Bíblia diz sobre Ele.
Uma das melhores definições neste sentido é o que consta no CATECISMO DE WESTMINSTER, formulado no Séc. XVII que diz: “Deus é espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade.”
O que podemos dizer é Deus se revelou nas Escrituras Sagradas, na Bíblia, Antigo e Novo Testamente e plenamente na pessoa histórica de Jesus Cristo.

Como e porquê devemos ler a Bíblia?



Leia a Bíblia, pois ela é a Revelação de Deus escrita.

Devemos interpretar as Escrituras sempre em submissão ao Espírito Santo, porque assim vamos nos livrar de alguns extremos que são:
a) O dogmatismo que é considerar a Bíblia como dogma, mas sem vida.
b) Os modismos teológicos que busca na Bíblia revelações secretas nunca antes vistas.
A Palavra de Deus é viva e a sua leitura nos levará à vida espiritual, à verdadeira espiritualidade e ao crescimento espiritual. Este crescimento espiritual não é algum tipo de superioridade espiritual, mas o conhecimento experimental da pessoa do Senhor Jesus.
É um relacionamento pessoal e relacional com as pessoas da Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo.
A Palavra de Deus é mais rica do que qualquer dogma ou doutrina, por melhor que esta seja, por isso, o critério principal para sua interpretação é considerar que ao ler temos a consciência de que o Espírito Santo está falando, está revelando a vontade do Pai e a obra de Cristo para nossa salvação.
Somente podemos conhecer a Deus, conhecendo-o nas Escrituras.
Ela é o ponto de partida para sabermos sobre Deus. Somente Deus pode revelar a ele mesmo e ele o faz através das Escrituras.

Como devemos nos aproximar de Deus?


Na condição de necessitado. Como quem precisa ser perdoado. Como quem necessita de amor. Como quem necessita de salvação. Como quem necessita de eternidade.

Não como um prêmio, mas como uma necessidade. Aproximar-se de Deus não é uma premio que ganha, mas um presente que se recebe.
Tendo uma visão do grande amor de Deus.
Aproximar-se de Deus não é uma premio que ganha, mas um presente que se recebe. Não como comprando ou fazendo por merecer – mas como alguém que sabe que está sendo alvo de uma maravilhosa graça.
Não como um conquistador. Não como alguém que subiu numa montanha.
Não como alguém que chegou no cume do monte. Mas como alguém que foi buscado e conquistado. Resgatado.
Tendo uma visão da grandiosidade da obra de cristo na cruz em nosso favor e em nosso lugar.
Não como alguém que teve o sacrifício recebido, mas como alguém que teve seu sacrifício recebido, mas como alguém que sabe que está se aproximando de Deus com base não em seus méritos, ofertas, culto ou sacrifício, mas com base nos méritos e benefícios de Cristo – “é pelo sangue de Jesus”. “pelo novo e vivo caminho que ele nos abriu.”
Tendo uma visão da glória de Deus.
Não como alguém que buscou, mas como alguém que foi buscado. Isto é reconhecer a grandeza, a soberania de Deus, a glória de Deus.

Como devemos crer em Deus?


 

Devemos crer no Deus das Escrituras, segundo as Escrituras.
As Escrituras revelam a Deus e Deus se revela nas Escrituras e devemos crer no Deus que as Escrituras revelam e da forma como elas o revelam. A Bíblia é a Palavra de Deus e elas não discutem a existência de Deus, simplesmente o revelam.
Creia em Deus como a sua palavra o revela pois é a Palavra de Deus que deve dirigir toda o estudo, abordagem, mote e interpretação teológica. Busque o Espírito Santo, pois è o Espírito Santo através da Palavra é quem nos guia à interpretação correta da revelação. As Escrituras fornecem tudo o que precisamos para conhecer a Deus. Deus mesmo fornece nas Escrituras a perfeita revelação de si mesmo.
É através da própria Palavra e por meio da obra de Cristo que podemos crer em Deus. Crer é encontrá-lo. Crer é nos aproximar dele. Crer é ter acesso á ele (Hebreus 4.16; 10.19-22)

Como Jesus pagou nossos pecados?




O pecado é uma ofensa infinita contra o caráter absolutamente justo de Deus e qualquer plano adequado de salvação deve satisfazer a Deus antes de tudo.

Martinho Lutero: “desde que todos, nascidos em pecado e inimigos de Deus, nada merecemos a não ser a ira eterna e o inferno de tal forma que tudo que somos e podemos fazer é detestável, e não há maneira de sair deste apuro...portanto, outro homem teve de entrar em nosso lugar, a saber Jesus Cristo, Deus e homem, e teve de satisfazer e fazer pagamento pelo pecado através de seu sofrimento e morte."
Esta é a propiciação e este é termo que define a obra de Cristo na cruz. Todas as outras bênçãos são consequências desta.

O que diz o Novo Testamento sobre a Santíssima Trindade?

  A Igreja Primitiva alicerçou-se sobre as seguintes verdades sobre Deus: a)      O Pai é Deus. b)     O Filho é Deus. c)      O Espírito Sa...